sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Desenhando
Com a atividade artística "Desenho com lápis de cor" desenvolvemos a capacidade de criar, exercitando também a concentração.
Descrevendo para os alunos as cores que eles estavam utilizando, e orientando sobre a perspectiva dos desenhos produzidos.
Acabando as atividades, fizemos uma roda, onde eles tiveram espaço falando dos significados de suas expressões no desenho, e seus sentimentos naquele momento.
Descrevendo para os alunos as cores que eles estavam utilizando, e orientando sobre a perspectiva dos desenhos produzidos.
Acabando as atividades, fizemos uma roda, onde eles tiveram espaço falando dos significados de suas expressões no desenho, e seus sentimentos naquele momento.
Música
Introduzimos a obra de Achille-Caude Debussy, o Pai da música moderna, e grande inovador, revolucionário, produziu a música que libertou-se dos cânones tradicionais, das repetições e das cadências rítmicas. Deu excepcional importância aos acordes isolados, aos timbres, às pausas e ao contraste entre registros. Desenvolveu novas escalas, arranjos de orquestra em "blocos" e "jorros" de som, em vez de melodia ou contraponto precisos, além de novos modos de tocar o piano.
Procuramos desenvolver a capacidade auditiva, e dar vazão as emoções proporcionadas pela música.
Procuramos desenvolver a capacidade auditiva, e dar vazão as emoções proporcionadas pela música.
LEILÃO DE JARDIM
Quem me compra um jardim
com flores?
borboletas de muitas
cores,
lavadeiras e pas-
sarinhos,
ovos verdes e azuis
nos ninhos?
Quem me compra este ca-
racol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o mudro
e a hera,
uma estátua da Pri-
mavera
Quem me compra este for-
migueiro?
E este sapo, que é jar-
dineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é o meu leilão!)
Cecília Meireles, no livro Flor de Poemas
com flores?
borboletas de muitas
cores,
lavadeiras e pas-
sarinhos,
ovos verdes e azuis
nos ninhos?
Quem me compra este ca-
racol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o mudro
e a hera,
uma estátua da Pri-
mavera
Quem me compra este for-
migueiro?
E este sapo, que é jar-
dineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é o meu leilão!)
Cecília Meireles, no livro Flor de Poemas
Desenvolvendo
A fotografia foi mais desenvolvida, trabalhada através de referências dos fotógrafos Orlando Azevedo e Evigen Bavcar. Os alunos foram estimulados a produzir fotografias com câmeras compactas digitais, procurando obter imagens vindas do imaginário.
"Todo seu trabalho tem como base perverter o método de percepção estabelecido entre as pessoas que vêem e as que não" Bavcar
"Todo seu trabalho tem como base perverter o método de percepção estabelecido entre as pessoas que vêem e as que não" Bavcar
V
O nunca mais não é verdade.
Há ilusões e assomos, há repentes
De perpetuar a Duração
O nunca mais é só meia-verdade:
Como se visses a ave entre a folhagem
E ao mesmo tempo não.
(E antevisses contentando a morte na paisagem)
O nunca mais é de planície e fendas.
É de abismos e arroios.
É de perpetuidade no que pensas efêmero
E breve e pequenino
No que sentes eterno.
Num é corvo ou poema o Nunca mais.
Cantares - Hilda Hilst
Há ilusões e assomos, há repentes
De perpetuar a Duração
O nunca mais é só meia-verdade:
Como se visses a ave entre a folhagem
E ao mesmo tempo não.
(E antevisses contentando a morte na paisagem)
O nunca mais é de planície e fendas.
É de abismos e arroios.
É de perpetuidade no que pensas efêmero
E breve e pequenino
No que sentes eterno.
Num é corvo ou poema o Nunca mais.
Cantares - Hilda Hilst
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